Eletrônica

MAC512

Apesar do evidente comodismo de muitos dos vários fabricantes, na época da reserva de mercado, que surgiram de uma hora para a outra, produzindo micros defasados mas caros, não se pode generalizar a falta de criatividade dos engenheiros brasileiros. Numa época sem Internet, sem facilidade de operação e com falta de componentes, era preciso se virar para fazer qualquer coisa diferente ou mais avançada. Pouca gente sabe, mas chegou a existir um Macintosh brasileiro. Esse capítulo especial e triste da história da indústria nacional de informática foi protagonizado pela empresa paulista Unitron, fundada em 1974 como fabricante de equipamentos de iluminação, que em 1974 resolveu criar a divisão Unitron Eletrônica e produzir o AP II, um clone do Apple II. Após o lançamento do Macintosh em 1984, com 128 Kb de memória, a Unitron quis criar um computador que funcionasse exatamente como o Macintosh, mas com 512 Kb. A ideia inicial seria fazer um licenciamento com a Apple, mas como a lei exigia que a empresa nacional detivesse 51% das ações, o negócio não foi adiante. A Unitron conseguiu um empréstimo de um banco do governo, e associando-se a uma universidade e a National Semiconductors, partir para um projeto próprio de engenharia reversa. Chamou o projeto de Mac512. 

O Macintosh original, conhecido com “Mac”, foi lançado em janeiro de 1984, tinha 128 Kb de memória, em setembro de 1984 foi lançado o modelo “Fat Mac” com 512 Kb, daí o nome Macintosh 512K, era um Mac 128K com mais 384 Kb de memória RAM. O microprocessador usado pelo Macintosh é o Motorola MC68000, efetua operações internas 32 bits por vez, porém envia e recebe dados a 16 bits, o clock funciona a 7,8336 MHz. Em vez de expansões para periféricos, o Macintosh tinha um barramento serial, através do qual todos os periféricos adicionais (exceto o teclado e a segunda unidade de disquete) podiam comunicar-se com a máquina. Esse barramento podia funcionar com relógio externo, caso em que era capaz de transferir até 1 Mb por segundo, ou então, com controle temporal interno, transferindo dados a uma velocidade de até 230,4 Kb por segundo. Esta última modalidade era a utilizada para a ligação da maior parte dos periféricos, que podia funcionar com velocidade de transferência de dados média ou baixa. Esse tipo de ligação serial era vantajoso em comparação com o convencional, por possuir menos pinos de conexão e por reduzir a interferência por radiofrequência.

“Não fizemos um clone. A própria Apple comprou cinco dos 200 Mac512 produzidos, e sequer tentou nos processar porque viram que fizemos um projeto próprio, com engenharia reversa”, lembra o diretor comercial da Unitron, Roberto Petrone. O Mac512 tinha chips desenvolvidos pela própria empresa, com exceção do processador central da Motorola. Com mais memória, o Mac nacional ainda tinha o sistema operacional gráfico em português, desenvolvido em conjunto com universidades. Sem poder fazer nada legalmente, a Apple fez o governo estadunidense pressionar o Brasil com ameaças de sanções comercias. “A política falou mais alto que a tecnologia”, revolta-se Petrone. A Secretaria Especial de Informática (SEI), a contragosto, segundo Roberto, rejeitou o projeto do micro a pedido do então presidente da República, José Sarney. O investimento de quase US$ 2 milhões no projeto fez a Unitorn Eletrônica, que empregava 500 funcionários em 1983, era a bancarrota. Desde então, ficou apenas a Unitron original, com seus equipamentos de iluminação. O que sobrou dos Mac’s está em um depósito. “Evito lembrar”, confessa Petrone. Como o Mac512 sequer chegou a ser comercializado no Brasil, as chances de se obter um Macintosh legalmente no Brasil foram bastante restritas até 1992, o que trouxe como consequência uma perda de mercado que se reflete até os dias de hoje. 

O Mac512 possuía 8 custom chips, circuitos integrados dedicados, isto é, feitos sob encomenda, e uma vez prontos sua cópia torna-se extremamente difícil. Segundo o diretor técnico da Unitron, Vilmar Gaertner, o estudo da viabilidade da fabricação do Macintosh começou antes mesmo do lançamento do primeiro PC no Brasil. Mas apenas por volta de junho de 1985, um grupo de engenheiros especialmente contratados pela empresa começou a analisar os custom chips do equipamento. Para tanto foi utilizado o sistema de tecnologia reversa: ou seja, partir do produto acabado para descobrir como se chegou a ele, no caso, simulando o circuito integrado a partir de suas entradas e saídas. A análise seguiu caminhos diversos, de acordo com o tipo de componente em questão. Alguns tiveram suas tabelas de entrada realimentadas com inúmeras variáveis durante dias, pelo computador AP II da própria Unitron, simulando os CIs. Os dados armazenados em disco, exaustivamente estudados pelos engenheiros deram origem a mapas imensos, buscando redesenhar os custom chips. Em outros, o ponto de partida foi a função que desempenham tais circuitos, aliados ao software. 

Um engenheiro da Apple contesta a hipótese de uma engenharia reversa bem sucedida por parte dos engenheiros da Unitron.
A reserva de mercado começou em 1976, o ano de criação do Apple II. O governo Geisel queria promover o desenvolvimento de uma indústria nacional de alta tecnologia. “Os governos militares são carregados de nacionalismo, e a ideia agradava tanto a esquerda quanto a direita”, lembra a jornalista Sílvia Helena, uma das primeiras repórteres de Informática do país e autora do livro “Rastro de Cobra”, sobre a estatal Cobra Computadores. A sociedade, porém, cansou do atraso tecnológico causado pelo fechamento do mercado. Em 1991, somente 0,5% das escolas brasileiras tinham micros. No início dos anos 90, a maioria dos computadores em casas e escritórios ainda usava processadores de 8 bits, enquanto já havia chips de 32 bits desde 1979. Até que o governo Collor enfim derrubou a reserva de mercado em outubro de 1992, o que o Japão já fizera em 1958 e a França em 1977. 

Para Ivan da Costa Marques “O desenvolvimento brasileiro de um clone do Macintosh feito nos anos 1980 diz respeito às questões dos espaços de possibilidade de inovação tecnológica. O estudo da ‘engenharia reversa’ que a Unitron, uma pequena empresa de São Paulo, fez deste computador da Apple, pode transformar o campo de significados da inovação tecnológica em condições de desigualdade global. Como muitos sabem, o computador Macintosh da Apple representou a mais importante e bem sucedida alternativa ao modelo/conceito IBM PC – MS. Na década de 1980, a Unitron produziu um clone do Macintosh. Na iminência de ser condenada por pirataria a Unitron dobrou a aposta e afirmou ter realizado “uma obra prima de engenharia reversa … legítima no Brasil e em qualquer parte do mundo”. A iniciativa da Unitron desencadeou controvérsias ardentes envolvendo não só suas congêneres brasileiras e a Apple, mas também os governos, dos EUA e do Brasil, em diversas instâncias. O estudo do caso Unitron mostra que a conformação de um objeto tecnológico tal como o computador Macintosh é um processo onde materiais e leis jurídicas, laboratórios e tribunais, Natureza e Justiça, se misturam de maneira indissociável e controvertida. As resoluções das controvérsias mostram como os efeitos da iniciativa da Unitron foram condicionados, codificados, enquadrados e restritos a fronteiras em permanente reconstrução que têm por base os direitos do autor e à propriedade intelectual, noções que demarcam a construção do Ocidente e são por ele ativamente fortalecidas/disseminadas/impostas mundo afora.”

Para Jecel Mattos de Assumpção Jr que participou de um outro projeto, o Turbo Mac, para programação das placas Mac 512, dá seu depoimento sobre o projeto da Unitron; “A criação original do hardware foi um trabalho de engenharia reversa. O software usado para testar estas máquinas, e que fazia parte de todos os computadores que foram parar nas mãos de outras pessoas (inclusive da Apple) era uma simples cópia do software da Apple. A Unitron tinha uma equipe interna desenvolvendo sua própria versão de todo o software básico (escrito principalmente na linguagem de programação C, enquanto o da Apple tinha sido escrito totalmente na linguagem de máquina do 68000 com trechos traduzidos manualmente do Pascal usado no projeto Lisa) mas isto ainda não estava totalmente pronto quando o projeto foi cancelado. Assim, se o projeto tivesse chegado ao fim, os compradores teriam um software que seria fruto de engenharia reversa e não pirataria”

Unitron foi uma das primeiras companhias a introduzir um clone do Apple II no Brasil. O Mac 512 era muito parecido com o original, exceto pelas teclas que eram pretas. A SEI recusara a importação dos drives de 3.5 polegadas e queria a adoção dos drives de 5.25 fabricados localmente e já em processo de obsolescência. Ao invés de concordar com tal ideia, a Unitron, uma pequena companhia de menos de 100 funcionários instalada em instalações simples nas vizinhanças de São Paulo, anunciou que se lançaria na fabricação de drives, de 3.5, um projeto ambicioso para sua estrutura. Em 1987 a Apple decidiu entrar em briga com a Unitron, conseguindo que o Congresso americano aprovasse uma retaliação sobretaxando produtos importados do Brasil. A Apple mobilizou a imprensa local contra a Unitron, se queixando que um laboratório público, o CIT, teria sido usado para a engenharia reversa de seus chips: “seu dinheiro dos impostos está sendo usado para ajudar a cometerem um crime!”. 

Enquanto o Mac possuía dois chips customizados: o relógio de tempo real e o controlador de disco IWM (Integrated Wozniak Machine), além de seis chips PAL, um IBM PC possuía apenas duas PALs sendo portanto muito mais fácil de copiar, ainda que empresas piratas tenham levado três anos para lançarem as primeiras cópias. era inegável que a Unitron demonstrara capacidade tecnológica em sua engenharia reversa. 

Ivan da Costa Marques descreve o caso da Unitron: “Nos anos 1980, a IBM Corporation, a maior indústria de computadores do mundo, aparentemente fechava seus olhos enquanto uma geração inteira de clones de seu produto, o IBM-PC, era desenvolvida e comercializada por outras empresas. Neste ínterim, a Apple Computer Company havia desenvolvido a linha de computadores Macintosh que se tornaram a alternativa mais importante e bem-sucedida em relação à arquitetura do IBM-PC. Em contraste com a IBM, entretanto, a Apple sempre tentara manter um controle rígido sobre a tecnologia e as características funcionais do seu produto. A Apple sempre adotara uma postura agressiva no sentido de tomar medidas legais para evitar que se copiassem seus computadores. 

Há duas maneiras de se produzir clones. Primeiro, simplesmente copiando o modelo original; e, segundo, através da engenharia reversa. Por meio desta, é possível duplicar a funcionalidade de um sistema de computador sem, na verdade, copiá-lo. Nos Estados Unidos, uma empresa denominada Language Arts fez a engenharia reversa dos recursos e funções do software do computador Apple II e conseguiu descobrir uma maneira de produzir um grupo diferente de programas que fizesse a mesma coisa. Embora a Apple tentasse lutar nos tribunais contra os programas da Language Arts, não obteve êxito, visto que os programas não eram cópias diretas e, portanto, não infringiam os direitos autorais da Apple. A Language Arts então forneceu os programas para os computadores Franklin e para o famoso computador Laser 128. 

Essa estratégia de duplicar a funcionalidade de um programa sem que se efetivamente copie o software foi também usada pela Compaq, pela Phoenix e por outras empresas, para criar máquinas compatíveis com as da IBM que pudessem ser vendidas legalmente sem que se configurasse uma violação dos direitos autorais da IBM. Em maio de 1988, Frederic Davis, redator chefe da revista especializada MacUser, escreveu: “A questão é a seguinte, uma empresa qualquer pode duplicar a funcionalidade dos programas … do Mac sem violar os direitos autorais da Apple? Creio que a resposta é sim.”

Como já dito, a Unitron era uma empresa com sede em São Paulo que em novembro de 1985 apresentou à SEI um projeto para a produção de um clone do Macintosh que afirmava ter desenvolvido. Em 1987 a SEI comissionou duas universidades para que preparassem relatórios técnicos independentes.5 Ambos concluíram que a Unitron havia realizado engenharia reversa e que não havia na verdade copiado os circuitos e os programas da Apple. Segundo esses relatórios, assim como um outro, feito pela própria SEI,6 a equipe técnica da Unitron possuía um conhecimento sofisticado do produto e de sua lógica interna, assim como uma documentação detalhada de seu desenvolvimento. Estes relatórios também indicavam que a Unitron sub contratara partes do trabalho de desenvolvimento. Um laboratório do governo, o Centro de Desenvolvimento para a Informática (CDI), fora contratado para introduzir “vetores de teste” nos circuitos. Para partes do desenvolvimento e implementação de alguns circuitos, a Unitron utilizou os serviços da National Semiconductor, de Santa Clara, na Califórnia.

A primeira versão do produto, denominada MAC 512, foi apelidada “Mac da periferia”, numa alusão feita à sua origem num país periférico. A Unitron utilizara um gabinete externo que era uma cópia exata do gabinete da Apple. Em 1987, isso deu à Apple uma oportunidade de com facilidade denunciar publicamente a Unitron em Washington, D.C. como sendo uma empresa pirata. A Apple colocou duas máquinas aparentemente idênticas lado a lado, uma original, produzida pela Apple, e a outra, um clone produzido pela Unitron, colocando nesta última a bandeira da pirataria.7 Em novembro de 1987, entretanto, de acordo com o relatório da SEI, “a Apple não havia registrado nenhuma patente relativa ao Macintosh no Brasil, e não teria como fazê-lo em virtude do tempo que se passara desde que fora lançado no mercado.” O relatório concluía que, “dentro dos limites técnicos, o projeto (de fabricação do clone do Macintosh) obedece à legislação em vigor e recomendamos sua aprovação.”8 

Depois de recomendar a aprovação do pedido da Unitron para fabricar o clone do Macintosh, o mesmo relatório aponta, como comentário final na página 7, que o projeto da Unitron violaria os direitos da Apple nos países em que esta houvesse registrado sua patente, embora não violasse os direitos da Apple no Brasil. Segundo um relatório em separado da SEI datado de 1987, a parte do projeto relativa ao software deveria ser aprovada como um desenvolvimento nacional (“categoria A”).

Segundo todas as evidências, a Apple não tinha protegido seus direitos no Brasil e a Unitron não havia descumprido nenhuma lei brasileira com seu clone do Macintosh. O governo brasileiro estava sendo compelido a aprovar o projeto Unitron. Mas este fato era inaceitável para a Apple e para o governo americano, que em retaliação ameaçou impor barreiras comerciais às exportações de empresas brasileiras para os Estados Unidos. No final de 1987, em meio a disputas e controvérsias sobre a política brasileira para a indústria de computadores, algo deveria ceder. 

A “legislação do software” no Brasil era o elo mais fraco nesta rede e cedeu. A rede, e junto com ela o enquadramento legal do projeto Unitron, foi modificada. Em 18 de dezembro de 1987, debaixo da forte pressão política por parte dos Estados Unidos, foi aprovada uma lei específica que passou a regulamentar o setor de software.10 Em 22 de janeiro de 1988, foi feito um adendo ao relatório referente à parte do projeto da Unitron relativa ao software.11 Segundo este adendo, a aprovação estaria subordinada à apresentação, por parte da Unitron, de maiores informações e, possivelmente, de desenvolvimentos adicionais.

Daí por diante, a Unitron começou a enfrentar cada vez mais dificuldades: em 27 de janeiro de 1988, a Unitron pediu formalmente à SEI que aprovasse seu projeto, assegurando que toda a informação solicitada havia sido apresentada. Em 15 de março de 1988, entrou com um processo contra a SEI reivindicando o direito de ter seu projeto aprovado imediatamente. Em 21 de março de 1988, a SEI indeferiu o projeto da Unitron, alegando que “a Unitron havia começado a comercialização do produto antes de sua aprovação final.”

Entretanto, retornando à história da Unitron, talvez ao contrário do que esperava a SEI, e apesar dela, a nova ordem legal, isto é, o novo enquadramento sustentado pela nova “Lei de Software”, não elevou os custos de clonagem dos computadores Macintosh o suficiente para que a Unitron desistisse de sua iniciativa. A Unitron reavaliara a situação e tinha decidido não parar. Ao invés de desistir, a Unitron abandonou o modelo 512 e decidiu estudar / clonar o Mac 1024, o modelo seguinte da Apple. Em 29 de março de 1988, a Unitron deu entrada em um novo projeto para a fabricação de um clone do Macintosh, denominado Unitron 1024. 

Em agosto de 1988, a Unitron havia mudado tanto o gabinete externo quanto as características internas do novo modelo de seu computador. Após uma nova rodada de contatos, negociações e contratos com instituições governamentais, universidades e uma companhia americana, a Unitron alegou ter completado o projeto de um clone do Macintosh mediante o uso de técnicas de “engenharia reversa”. Pode-se dizer que a Unitron anexou um escritório de advocacia estendendo o seu laboratório no sentido estrito. Em poucos meses este novo laboratório estendido havia tinha refeito as contas, observando atentamente o novo enquadramento e decidindo cuidadosamente o que deveria ser feito com base nos custos de desenvolvimento e engenharia reversa.

No entanto, em 1 de agosto de 1988, a SEI indeferiu a aprovação do projeto da Unitron com base em “deficiências técnicas”. Em 10 de agosto de 1988, a Unitron apelou ao CONIN para que revisse a decisão da SEI. Os custos da clonagem, tinham sem dúvida, aumentado para a Unitron, que teve que pagar por uma nova rodada de interações com o governo, universidades e outros contratados. Mas o laboratório estendido permitiu que a Unitron se mostrasse confiante diante de um tribunal de recursos, afirmando que seu modelo 1024 poderia “ser legitimamente aprovado no Brasil ou em qualquer outro país, pois era resultado de um inestimável trabalho de engenharia reversa da máquina original americana.” A representação no CONIN era fortemente inclinada para os interesses governamentais, pois era composta de oito delegados de ministros do governo federal e oito representantes independentes da sociedade civil. Em 19 de dezembro de 1988 o CONIN manteve a decisão da SEI em uma votação de oito a sete. Todos os sete representantes independentes presentes à reunião votaram a favor da Unitron. Todos os ministros votaram a favor da SEI com exceção do Ministro da Aeronáutica, que se absteve. Geraldo Azevedo Antunes, o principal acionista da Unitron, declarou que iria mover uma ação contra a decisão do CONIN nos tribunais do judiciário, mas não fez isto. A Unitron fechou.”

Fonte: 
http://www.sit.com.br/SeparataHIST02.htm 
http://orbita.starmedia.com/~cobit/micros/mac512.htm 
http://www.mci.org.br/micro/apple/macintosh.html 
http://www.applefritter.com/macclones/unitron/index.html 
http://lowendmac.com/clones/unitron.html 
acesso em agosto de 2002
http://www.mast.br/evento/programa.htm 
acesso em outubro de 2003
http://www.lsi.usp.br/~jecel/mac512.html 
acesso em janeiro de 2004
http://www.abphe.org.br/congresso2003/Textos/Abphe_2003_39.pdf 
acesso em janeiro de 2005
Agradeço a Jecel Mattos (jecel@merlintec.com) por ter colaborado com informações para composição desta página em janeiro de 2004 
Revista Micro Sistemas, ano V, n.56, maio 1986. página 48