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Deficientes Físicos

Óculos Mouse

Bolado por três alunos de curso técnico do Rio Grande do Sul, o Óculos-Mouse é um dispositivo voltado a pessoas sem movimentos nos braços. Permite que, com a cabeça, elas controlem um mouse. “Os equipamentos inclusivos são muito caros”, explica Filipe Carvalho, 18. Os outros integrantes são Cleber Quadros, 18, e Alexandre Sampaio, 19. Pensando no preço, bolaram um dispositivo que custa R$ 50.

Entre os 280 projetos expostos na FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), o Óculos-Mouse era um dos mais comentados. O evento, que foi do dia 9 ao dia 11 de março de 2010, em São Paulo, era voltado a alunos do ensino médio. Deficientes físicos em visita à feira testavam o aparelho, que recebeu ao todo sete prêmios, segundo a FEBRACE. “Eles acharam trilegal!”, comemora Filipe. Entre os prêmios recebidos, estão da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de SP, da Mecatrônica da USP, além de outros três da própria FEBRACE, de Inovação e Engenharia, e da organização internacional de tecnologia MILSET.

 

O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, realizado entre os dias 23 e 27 de novembro de 2009, em Brasília, foi um divisor de águas na vida dos estudantes Alexandre Sampaio, Cléber Quadros e Filipe Carvalho. Com o projeto batizado de óculos-mouse, eles colocaram o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) entre os destaques do evento. Agora, o grupo quer ir ainda mais longe. E planos para isso não faltam.

Professor de Eletroeletrônica do campus Charqueadas, e um dos orientadores do projeto, Márcio Bender revela que os óculos-mouse têm grandes chances de serem comercializados. Primeiro, eles devem passar por uma bateria de testes antes de virarem um protótipo e entrarem de vez no mercado. “Essa é a expectativa. O equipamento é eficiente, de baixo custo e atende às necessidades e limitações do usuário”, afirma. Segundo Bender, além de inovadora, a ideia ganhou força por se tratar de uma tecnologia que permite a inclusão de deficientes físicos. Através de um sistema eletrônico interligado, que utiliza um emissor de luz infravermelha e um receptor fixados nos óculos, é possível acionar o clique do mouse com apenas um piscar de olhos.

Já para a movimentação do cursor, foi desenvolvido um sistema de sensores, colocados em locais específicos nos óculos. Eles captam a inclinação da cabeça, tanto para a direita como para a esquerda, e transmitem o sinal ao mouse. Alexandre, Cléber e Filipe sabem bem o que têm nas mãos. Em Brasília, o trio sentiu na pele o assédio dos visitantes em busca de informações sobre o projeto. “Eles queriam saber detalhes, até mesmo para poderem reproduzir mais tarde”, explicam.

O reitor Antônio Carlos Barum Brod virou fã da gurizada. No estande do IFSul na mostra estudantil, uma das atrações do Fórum Mundial, Brod elogiou o projeto e posou para fotos ao lado dos inventores. “A inclusão educacional é uma realidade. O papel dos institutos federais neste processo é de suma importância, principalmente quando utilizamos a pesquisa, a inovação tecnológica, a favor de quem mais precisa”, observa. Bender conta que já existiam alguns projetos eletrônicos em andamento, mas o grande diferencial foi utilizá-los em prol da inclusão, ajudando no desenvolvimento das potencialidades de pessoas com deficiência. O mergulho no novo foco contou com o apoio da professora Andréia Colares, que trouxe na bagagem uma larga experiência como coordenadora do Núcleo de Apoio às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (NAPNE), mantido pelo próprio campus Charqueadas. Diretor-geral do campus, José Luiz Lopes Itturriet lembra que na lista das chamadas tecnologias assistivas estão incluídos ainda o forno elétrico automático adaptado e a bengala eletrônica com sensor ultrassônico para deficientes visuais e sites adaptados a pessoas com necessidades especiais.

 

Fonte: Mouse em forma de óculos ajuda deficientes físicos Folha de S. Paulo, 16-03-2010 Diogo Bercito

 

http://www.vooz.com.br/noticias/conheca-oculos-mouse-premiado-no-faustao-30940.html

acesso em março de 2010